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Itararé

Grupo de Mulheres em Itararé dão apoio para vítimas de violência doméstica

Um grupo criado por uma empresaria dá apoio e ajuda emocional a diversas mulheres de Itararé que foram vitimas de violência domestica.

Em um levantamento feito pelo Portal RVS, 59% dos itarareenses já presenciaram algum tipo de agressão ou assédio contra uma mulher em seu bairro. E 42% dos casos ocorrem dentro da casa da vítima.

A mesma pesquisa revela que o perfil mais comum de agressor é de alguém próximo à vítima, principalmente o companheiro (23,8%), seguido pelo vizinho (21,1%) e o ex-namorado/ex-marido (15,2%). Outro dado que chama a atenção é que 52% dos casos não são reportados a nenhuma instituição.

Para oferecer apoio às mulheres vítimas de violência doméstica, uma empresária itarareense criou um grupo de apoio a essas mulheres no ano de 2018, chamado ‘Mulherão – grupo de apoio’. A ideia é oferecer um espaço onde essas mulheres possam ser ouvidas sem julgamentos e receber apoio, orientações e receber um ombro amigo.

Em uma entrevista ao RVS, Gisele Vieira afirma que “o intuito do grupo é sempre criar um ambiente seguro para as mulheres” participantes. A empresaria considera que um dos pontos iniciais para gerar uma real mudança na vida da mulher que foi agredida é criar a consciência de que ela está sendo vítima de uma violência e que existem maneiras de sair dessa situação.

Um grupo criado por uma empresaria dá apoio e ajuda emocional a diversas mulheres de Itararé que foram vitimas de violência domestica.

“Em 2018 percebi a dificuldade que as mulheres tinham em se acertar e se amar. Isso causava grande sofrimento a elas. Então comecei a realizar eventos para promover a auto estima e Empoderamento feminino. Com isso várias mulheres vinham até minha loja para desabafar e contar das dores que sentiam. Eu sabia exatamente o que elas sentiam, eu também já tinha havia passado por grande sofrimento em um relacionamento no passado, e para dar apoio e ajudar de alguma forma eu tive a ideia de criar um ‘Grupo de apoio para as mulheres’, disse Gisele Viera.

O grupo também conta com o auxílio de advogadas, psicólogas, promotoras e profissionais em geral que estejam devidamente preparados para entrar em contato com as vítimas, e ajudar de alguma forma. De acordo com Gisele, o grupo recebe uma grande diversidade de mulheres, com dificuldades ou problemas diversos que de alguma forma prejudica a personalidade da mulher, que afeta a autoestima, ou que causam grandes cicatrizes.

Além do mais, a empresária explica que não existem estereótipos quando se trata de violência doméstica: “são vítimas de todas as classes sociais” afirma Gisele.

Para Gisele, a convivência no grupo cria um ambiente em que as mulheres que estão ali aprendem a ajudar uma a outra, criando uma verdadeira rede de apoio. Ela destaca também que a cidade de Itararé, onde o grupo realiza esse trabalho, destaca que a cada dia a cidade vem criando meios e apoiando de diversas formas os meios que visa combater a violência domestica.

“Acho que o sistema não da conta da demanda. Não posso reclamar pois nossa cidade agora conta com a patrulha Maria da Penha e nos convidou para uma parceria. Também está sendo criado o Conselho municipal de apoio a mulher o qual fomos convidadas a fazer parte. Vários vereadores e empresários de nossa cidade tem se mostrado abertos a nos ajudar e isso sem dúvida irá contribuir muito”, afirmou Gisele.

Leia mais notícias sobre a região Sudoeste Paulista em www.portalrvs.com.br. Nas redes sociais, a RVS pode ser encontrado no FacebookInstagramTwitter e YouTube. Para enviar uma sugestão de pauta ou critica entre em contato pelo nosso WhatsApp (15) 99719 6369.

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