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Pandemia aumenta o número de moradores em situação de rua no Distrito Federal

A Covid-19 agravou a situação que já era crítica e ainda desperta a sensação de insegurança em moradores das cidades satélites de Brasília. O número de moradores de rua cresce a cada dia no Distrito Federal.

A pandemia da Covid-19 causou grandes mudanças em todo mundo e devido a crise sanitária e econômica instaurada, muitas pessoas perderam familiares, emprego e moradia, o que fez com que a um novo índice social crescesse, o de pessoas em situação de rua. Segundo os últimos dados coletados pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), até o final de 2021, a capital federal contava com cerca de 2.303 pessoas vivendo nas ruas.

O número aumentou quase 18% em relação a 2020, e a pasta não divulgou uma estimativa exata de cada cidade satélite, mas de acordo com as informações publicadas, os locais de maior incidência são as cidades de Taguatinga, Ceilândia, Planaltina e Plano Piloto. A Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) em parceria com a Sedes, dará início a uma pesquisa para saber o quantitativo preciso sobre o perfil da população em situação de rua no DF.

O baiano Paulo César, 30, trabalhava como servente de pedreiro, mas com a pandemia ficou sem poder exercer a sua profissão e decidiu tentar a vida em Brasília, porém não conseguiu uma oportunidade de trabalho, e agora vive nas ruas da capital. “Eu não tenho estudo e essa doença fez a minha situação piorar, e agora eu vivo na rua e dependendo da ajuda dos outros, porque não tenho condições de voltar pro meu estado”.

Apesar da situação ser difícil e sem previsão de melhora, muitos moradores têm reclamado do aumento da população em situação de rua, como a dona de casa e moradora do Recanto das Emas, Fátima da Silva. “Eles montaram uma espécie de acampamento aqui no terreno baldio perto de casa, o que deixa uma visão extremamente poluída, que desvaloriza os imóveis da região, além de ter muito lixo espalhado no local e um mal cheiro forte”.

Brasília – O Distrito Federal amanheceu nublado e com chuva na manhã deste sábado (23). O período chuvoso traz transtornos para moradores de rua (José Cruz/Agência Brasil)

A dona de casa ainda relata a sensação de insegurança que os moradores de rua trazem. “A maioria é dependente químico, então ficamos com medo de passar por perto já que diversas vezes eles brigam pelas drogas, comida e bebida, ou porque estão fora de si, além do receio que a gente fica de furtos, já que alguns deles fazem isso para conseguir sustentar o vício. Alguns chegam a bater na porta dos vizinhos pedindo alimentos, água ou pedindo dinheiro, nos incomodando até dentro de casa”. Para tentar contornar a situação, a Sedes, através do pelo Serviço Especializado de Abordagem Social (Seas), possui programas que prestam apoio às pessoas em vulnerabilidade social, e chega a atender 2.250 pessoas todos os meses, onde orientam sobre o que essas pessoas têm direito, como ações, iniciativas, benefícios e serviços sociais, além de oferecer vagas nas unidades de acolhimento.

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