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O que restou da nossa saúde mental após dois anos de pandemia? por Samantha Tavares

Em março de 2020, na quarta-feira de cinzas do citado ano, foi oficialmente anunciada a chegada da COVID-19 em nosso país, desde então passamos por lockdown, toque de recolher, abre e fecha dos comércios, perca de amigos, familiares, aumento do preços de alimentos, bota máscara, tira máscara, estamos no fim da pandemia, aí vem uma variante … ufa! Com tantas mudanças, tantas atribulações, para onde vai a nossa saúde mental ??

A pandemia tocou em um ponto muito sensível ao precisar impor um isolamento social para evitar a contaminação do vírus. Estar sem o toque físico, longe de um ombro amigo, de um abraço, das confraternizações, já é difícil. Somando isso à restrição da liberdade de ir e vir, parece razão mais que suficiente para ter a saúde emocional diretamente afetada. Esse prejuízo mental tem se manifestado em sintomas de ansiedade, medo, tristeza, insônia, preocupações em relação à questão financeira. Tudo isso tem permeado o cotidiano das pessoas de tal modo que hoje já é possível falar em uma pandemia paralela de saúde mental. Sendo essa uma conta a ser paga pelos próximos anos.

Mesmo antes da pandemia que enfrentamos, o tema saúde mental já vinha sendo destaque em vários canais de comunicação, porém com a chegada da pandemia, o apoio psicológico se ressignificou: diante de incertezas e crises, houve aumento de 50% nos quadros de depressão e 80% nos casos de ansiedade, segundo estudo da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

Ainda falando sobre dados, o Ministério da Saúde em 2021 apurou que cerca de 39,33% dos brasileiros procuraram ajuda desses profissionais e 39,2% não buscaram auxílio, porém gostariam de obter apoio psicológico para lidar com a ansiedade e o estresse. Por esse motivo, houve também o aumento da oferta por terapia online, o que facilitou a vida de muitas dessas pessoas. 

Esses dados fazem com que o país ocupe o sexto lugar no ranking de indivíduos diagnosticados com depressão no mundo e a segunda posição entre os países das Américas, perdendo apenas para os Estados Unidos, segundo dados da OMS. Os brasileiros são as pessoas mais ansiosas do mundo, enquanto os Estados Unidos ocupam a oitava posição desse ranking.

A saúde mental está diretamente representada na forma como a pessoa reage às exigências da vida e ao modo como equilibra seus desejos, capacidades, ambições, ideias e emoções.Temos vidas muita cheias com excesso de compromissos e frequentemente esquecemos dos prazeres e do bem-estar. Fomos impedidos de fazer muitas coisas por causa da pandemia e mesmo com as flexibilizações, ainda é complicado o contato físico, como um abraço e aglomerações. Para além disso, o uso de rede sociais afeta diretamente em nossa saúde mental, quando nos comparamos com as representações idealizadas das vidas de outras pessoas, pode surgir o sentimento de inferioridade e isso afeta a autoestima. Por outro lado, a tecnologia tem sido uma grande aliada  para aproximar as pessoas nesse período tão ímpar que vivenciamos.

Não existe uma fórmula, uma regra igual para todos, até porque reagimos de maneiras diferentes a uma mesma situação de estresse, contudo, gostaria de enumerar algumas dicas importantes e que podem ser colocadas em prática neste momento.

Planeje uma rotina, mesmo que fique dentro de casa: mantenha horários regulares para levantar e deitar, além dos cuidados usuais e rotinas de alimentação, se estiver em trabalho remoto, faça pausas e se movimente durante o período de trabalho. Sugere-se pausas de 5 minutos a cada 1 hora de trabalho e, preferencialmente, que as pausas sejam ativas. Evite ler ou ouvir demais sobre temas muitos pesados, busque se informar sobre outros assuntos e evite notícias sensacionalistas ou que tragam ansiedade; use as informações para planejar ações práticas. A saúde mental é indissociável da saúde física, procure cuidar também de seu corpo, faça atividades físicas que proporcionem bem estar: Caminhada, dança, musculação…mexa-se e libere endorfina.

E o mais importante: Se sentir angustia, tristeza, sofrimento intenso, não passe por isso sozinho(a), busque ajuda. Mesmo como já citado, hoje em dia o tema saúde mental é bastante comentado, porém ainda temos um certo receio, vergonha e preconceito de procurar ajuda psicológica. Entenda que todos nós estamos nesse processo e CADA UM lida de uma forma, por isso a importância de um profissional nos acompanhar nesse momento tão singular que vivenciamos.

Existe uma pessoa que precisa da sua atenção: VOCÊ. Saúde mental é parte de uma vida saudável. Seja qual for a causa, as perturbações mentais trazem prejuízos sérios. Não guarde seus pensamentos só para você, compartilhe com pessoas próximas e não tenha vergonha de procurar ajuda especializada.

Gostaria de deixar aqui alguns links que oferecem apoio psicológico gratuito ou de baixo custo, para poder auxiliar quem precisa, além disso, deixo também meu instagram @samftavares se quiser conversar.

Seguimos e sejamos fortes!

Psicóloga Débora Leal:

Instagram @psi.deboraleal

Universidade Católica de Brasília:https://cefpaucb.wixsite.com/psicologia

Centro Universitário do Distrito Federal (UDF):https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfA4UqyxzSvBOHKAHHPq4LZUoWG0OX7neJFjMqVaR6FwNuj1Q/viewform

Psy Meet – Atendimentos psicológicos a 30 reaishttps://www.psymeetsocial.com/busca

Universidade Paulista (UNIP)

Inscrições: pelo telefone (61) 2192-7091 ou (61) 2192-7092

Horário de atendimento: das 8h às 12h e das 14h às 18h

Datas e horários a definir com atendente disponíve.

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