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Especial Mulheres

Jovens contam sobre os desafios e maravilhas de ser mulher

Data é comemorada nesta quarta-feira. E a RVS entrevistou cinco mulheres jovens que contam sobre os desafios e maravilhas de ser mulher.

RVS NOTÍCIAS ENTREVISTOU CINCO JOVENS MULHERES. DATA É COMEMORADA INTERNACIONALMENTE NESTA QUARTA-FEIRA (8).

O Dia Internacional da Mulher é comemorado nesta segunda-feira, 8 de março e nesta data tão importante, vale lembrar que a mulher conquistou espaço em vários aspectos. Elas se dividem para cuidar da vida profissional e pessoal e ainda assumem papéis importantes nas empresas, no meio acadêmico e na política. Tamara Ferraz, Carol Barreto, Nicole Moreira, Jeice Rolim e Ana Laura falaram ao RVS sobre as experiências como mulher, relacionamento, machismo e preconceito enfrentado pelo gênero.

As cinco mulheres foram unânimes ao afirmar que a classe ainda sofre bastante preconceito e ganham menos que os homens para realizar as mesmas funções. O machismo ainda é muito recorrente inclusive dentro do local de trabalho e ainda há muito para ser conquistado. No entanto, elas reconhecem que ser mulher é algo extraordinário e maravilhoso, principalmente por serem capazes de gerar uma vida.

Data é comemorada nesta quarta-feira. E a RVS entrevistou cinco mulheres jovens que contam sobre os desafios e maravilhas de ser mulher.

‘Não somos o sexo frágil’
Tamara Ferraz, tem 29 anos, é mãe de um menino e discorda do clichê que a mulher é o “sexo frágil”, pelo contrário, a jovem acredita que a mulher é um ser humano extremamente forte, capaz e com um sexto sentido muito aguçado. “Uma mulher está longe de ser frágil. Acordamos todos os dias dispostas a vencer, a superarmos nossos próprios limites e aqueles estabelecidos pela sociedade”.

A jovem itaporanguense destaca ainda que a palavra mulher já traz uma representatividade muito grande. “E não acredito que algum dia alguma mulher tenha sido frágil. Pra mim a simples palavra “mulher” expressa força, garra amor e resiliência”.

Tamara, hoje trabalha com estética e lembra com carinho do dia mais importante da vida dela, o nascimento do filho, Noah e afirma com um largo sorriso no rosto que estes foram momentos maravilhosos que ficarão sempre marcados na memória e no coração. “Sempre quis ser mãe, eu realmente sou uma supermãe, a força que tenho para seguir a vida vem do amor que sinto por ele,” derrete-se.

Para concluir, Tamara engradece a luta feminina e a força que as move. “Nos lutamos, dia após dia, firmes e fortes, temos jogo de cintura, seja em casa ou no trabalho. Porque sabemos oque nos move e aonde queremos chegar”.

Data é comemorada nesta quarta-feira. E a RVS entrevistou cinco mulheres jovens que contam sobre os desafios e maravilhas de ser mulher.

Versatilidade
A estudante, Carol Barreto, tem 22 anos e é moradora da cidade de Itaporanga (SP), e em entrevista destaca a sua paixão por ser mulher. “O que mais amo em ser mulher é poder inspirar outras mulheres a seguirem seus sonhos, a correrem atrás do que querem, a serem respeitadas e ganhar o seu lugar na sociedade. Precisamos ser versáteis para aprender e realizar múltiplas coisas ao mesmo tempo e em fases diferentes. Acho uma característica muito importante para se obter sucesso em alguma área da vida”, destaca.

A jovem moradora de Itaporanga acredita que parte da nossa sociedade hoje é patriarcal e que ela precisa olhar as mulheres como indivíduos livres, que podem e tem o direito de exercer sua vontade.

“Ainda há muita desigualdade de gênero. Em muitos lugares uma mulher ainda ganha menos que um homem exercendo ambos a mesma função. Em muitas família e em criações é empregada a ideia de mulher dona de casa e o homem trabalhando fora como sendo uma autoridade maior. Isso ainda existe, infelizmente. Mas também não pode se negar que já tivemos uma ótima evolução”, justifica.

Carol acredita que todas as mulheres devem ter um ideal na vida e lutar por eles, e nunca desistir em conquistar a felicidade. Pois, segundo a estudante, a luta traz transformações significativas, juntamente com uma enorme mudança.

“Todas as mulheres devem correr atrás dos seus sonhos, para não terem medo e não deixar que o exterior as impeça de alcançar seus objetivos. E nunca deixar ninguém apagar seu brilho ou sua voz. Precisamos investir em nós mulheres e conquistar a tão sonhada felicidade”, finaliza.

Data é comemorada nesta quarta-feira. E a RVS entrevistou cinco mulheres jovens que contam sobre os desafios e maravilhas de ser mulher.

‘Lutem sempre’
A Estudante Nicole Moreira, de Wenceslau Braz (PR), de 20 anos conta que a vida nem sempre foi fácil e ser mulher em tempos de misoginia, feminicídio e demais crimes contra o sexo feminino vem se tornando cada vez mais corriqueiros. E a mensagem que ela quer passar para outras mulheres é de que devem sempre seguir em frente, com a cabeça erguida e lutando sempre.

“Tenho certeza que assim como eu, muitas mulheres já passaram por momentos de desrespeito, momentos constrangedores e até mesmo momentos de desmerecimento de nossas capacidades simplesmente por sermos mulheres”, afirma Nicole.

A jovem brazense frisa em entrevista que é difícil ser mulher em um mundo em que é preciso luta para conquistar o seu espaço. “Posso dizer que não é fácil ser mulher em um mundo que temos que lutar, a cada dia, para sermos valorizadas e respeitadas devidamente. Mesmo já tendo garantido nossos direitos e um grande espaço na sociedade, ainda temos um longo caminho pela frente para excluir a ideia de que ser mulher é ser do sexo “frágil”.

Estudante de medicina, Nicole deixa uma mensagem de encorajamento e de luta para todas as mulheres. “Não podemos nunca nos deixar abalar. Por mais difícil que seja nossa trajetória, devemos sempre manter nossa cabeça erguida e encarar as situações diárias da melhor forma possível, como mulheres! O importante é sempre nos orgulharmos de nossa história e de todo o aprendizado que tivemos ao longo de nossas vidas, mesmo com tantas hostilidades que afligem a todas nós, mulheres, em nosso cotidiano”, conclui.

O que a vida ensinou
Jeice Rolim, 22, estudante, não se considera feminista. “Pois para ser considerada feminista precisa entender, dominar o assunto”, opina. A jovem, explica, então, apoiar o ideal do feminismo, “O feminismo é você ser quem quer ser sem julgamentos”.

“Eu como cristã, vou contra algumas ideias. Porém não acho que elas exagerem, pelo contrário, admiro muito e o que eu posso eu absorvo suas ideias”, ressaltou.

A estudante de direito, também comentou sobre a posição subordinada que a mulher vive nos dias atuais, e da descriminação vivenciadas pela grande maioria.

“Em pleno século 21 e ainda nos encontramos em situações de desafio em ser mulher. Pois ainda querem nos colocar em uma posição subordinada, é ser discriminada pelo simples fato de ser mulher e ser reconhecida como ‘sexo frágil’. É você ser uma mulher capacitada, e mesmo assim sentir o desmerecimento da pessoa em determinadas situações, como por exemplo, dirigir! Eu mesma já ouvi por diversas vezes a chata piada “mulher no volante, perigo constando”, como se dirigir fosse algo que somente o homem dominasse”, disse.

“As mulheres têm mais dificuldade de entrar a cargos de chefia, e ganham menos que homens, mesmo cumprindo a mesma função e principalmente o que vem sendo mais desafiador nos últimos tempos, é o respeito. A mulher tem que seguir todo um padrão de mulher “recatada e do lar” caso contrário, você não é digna de ser respeitada. Pelo fato da sua roupa, estado civil, opção sexual e etc… dentre muitas outras coisas vividas”, destacou.

Para encerrar Jeice pede que as mulheres ocupem o seu lugar por direito, e que jamais tenham medo de serem julgadas.

“Que sejamos nós sempre, em qualquer lugar e qualquer situação, e que não precisamos viver em uma constante busca de aprovação! Pois lugar de mulher é onde ela quiser. Então permita-se, sem medo de ser julgada”, concluiu.

Data é comemorada nesta quarta-feira. E a RVS entrevistou cinco mulheres jovens que contam sobre os desafios e maravilhas de ser mulher.

O lugar da Mulher
Ana Laura, tem 20 anos, e afirma o desafio que a mulher enfrenta no dia-dia, mas acredita que as mulheres já tiveram grandes conquistas. A jovem é de Itaporanga e divide a vida de universitária com a musica. Ela canta desde os 13 anos de idade.

“Acredito que esse é um processo, as mulheres já tiveram muitas conquistas sim, mas estamos longe da igualdade. Eu nunca passei por uma situação constrangedora mas sei que isso acontece cotidianamente, amigas já passaram por isso e eu sei que posso acabar passando um dia”, desabafa.

A estudante de odontologia pela Universidade Estadual do Norte Paraná, destaca os pontos positivos de uma mulher e classifica o gênero em uma única palavra.

“No contexto atual ainda é muito difícil para as mulheres terem a liberdade de escolha, seu espaço e direito a voz sem sofrer nenhum tipo de retaliação ou diminuição. E é por isso que ser mulher é ser resistência, força e coragem. Foi graças a essa resistência que que conquistamos tudo até hoje e com certeza conquistaremos ainda mais. Poderia elencar diversos adjetivos ou pontos positivos de uma mulher, mas existe um que representa muito bem o gênero: batalhadora”, finaliza.

Essa matéria faz parte do Especial Mulheres. Para acessar todas as reportagens desta série clique aqui. Nas redes sociais, a RVS pode ser encontrado no FacebookInstagramTwitter e YouTube. Para enviar uma sugestão ou critica entre em contato pelo nosso WhatsApp (15) 99719 6369.


Origem da data
A data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1910, durante uma conferência na Dinamarca, em homenagem as mulheres que morreram em uma fábrica no ado de 1857, na cidade de Nova Iorque.

As operárias fizeram uma grande greve e ocuparam a fábrica em que trabalhavam e iniciaram as reivindicações por melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga horária de trabalho para dez horas visto que, somavam em torno de mais de 16 horas, equiparação de salários com os homens, isto porque, as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho e também tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

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