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Escolas públicas mais violentas do DF ficam em São Sebastião, Ceilândia e Plano Piloto

Secretaria de Educação do Distrito Federal, mapeou as 125 escolas mais em perigosas e lançou na segunda-feira um “plano de emergência de paz” que visa diminuir o índice de unidades de ensino na capital. As medidas vêm depois de esfaqueamentos e ataques de estudantes este mês.

A Secretaria de Educação do Distrito Federal mapeou as 125 escolas públicas com os maiores índices de violência escolar. A pasta, apesar de não divulgar os nomes, informou que as unidades de ensino ficam em São Sebastião, Ceilândia e Plano Piloto.

O levantamento foi divulgado após dois estudantes serem esfaqueados e uma jovem ser ameaçada com uma arma, apontada para a cabeça. As ocorrências foram registradas este mês e em menos de uma semana.

De acordo com o Batalhão de Polícia Escolar informou que, até a última quarta-feira (23.mar.2022), foram registradas 121 ocorrências nas proximidades de escolas em toda capital, ou seja, mais de uma por dia. Por conta do índice de violência, a Secretaria de Educação lança, nesta segunda-feira (28.mar.2022), o “Plano de Urgência Pela Paz”.

Em entrevista ao Fantástico, a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, explicou que a ação envolve a participação de outras cinco pastas, que vão trabalhar de forma integrada na assistência aos estudantes.

A secretária informou ainda que haverá participação das secretarias de Juventude, de Saúde e de Esporte. Cada uma, segundo a chefe da pasta, vai trabalhar de acordo com a função já exercida, mas oferecendo serviços específicos aos alunos.

Vulnerabilidade social

Hélvia comentou ainda que pretende ampliar o efetivo do Batalhão Escolar, mas disse que essa não é a única solução. “Não adianta a gente entregar só para Secretaria de Segurança Pública fazer a intervenção, olhar uma mochila de uma criança para ver se não está portando uma arma branca, ou mesmo uma arma de fogo. Nós temos que trabalhar a causa”, afirmou.

De acordo com a secretária, o ideal é entender o motivo que provoca situações de violência. Ela afirmou também que o plano pretende trabalhar em famílias que passam por vulnerabilidade social.

“Às vezes nós temos algumas escolas que estão em regiões de vulnerabilidade social, o pai sai para trabalhar, a mãe também, a criança, às vezes, fica entregue um vizinho, uma avó, uma tia, a alguém. Então essa desagregação familiar impacta de uma certa forma”, afirma a secretária.

Violência nas escolas públicas do DF, nos últimos dias:

Um estudante, de 17 anos, foi esfaqueado na barriga durante uma briga no Centro de Ensino Médio 3, de Ceilândia, na sexta-feira (18). O adolescente foi levado para o hospital pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), em estado grave.

A confusão começou do lado de fora do colégio. Depois de ser esfaqueado, o aluno correu pra dentro da escola e pediu ajuda.

Câmeras de segurança registraram a briga. Imagens gravadas pelos colegas mostraram ele no corredor, já no chão.

Policiais militares disseram que a briga começou porque um dos estudantes “saiu em defesa de meninas que teriam sido tratadas com desrespeito pelo agressor”.

Uma adolescente, de 14 anos, foi esfaqueada no Centro de Ensino Fundamental do Bosque, em São Sebastião. Segundo a Polícia Militar, o agressor é um jovem de 15 anos.

Testemunhas disseram que o suspeito carregava a faca na mochila e que, durante a aula de educação física, atacou a vítima. A adolescente foi atendida pelo Corpo de Bombeiros (CBMDF), e precisou ser levada para o Hospital Regional do Paranoá.

Segundo os bombeiros, ela estava “consciente, orientada e estável”. De acordo com a Polícia Militar do DF, o agressor foi encaminhado para a Delegacia da Criança e do Adolescente I (DCA I), na Asa Norte.

Uma jovem apontou uma arma para a cabeça de uma aluna, durante uma briga em frente ao Centro Educacional São Francisco, o CED Chicão, em São Sebastião, no Distrito Federal. A confusão ocorreu na terça-feira (22), e as imagens foram publicadas em redes sociais.

Os vídeos mostram que as duas envolvidas discutiam, enquanto várias pessoas assistiam. Em seguida, uma das jovens abriu a bolsa, puxou uma arma, e apontou para a cabeça da estudante, que recuou. Após alguns segundos, ela voltou a guardar o revólver.

Os pais ficam inseguros ao enviarem filhos para a escola

Falta de segurança nas escolas do Distrito Federal tem deixado pais, alunos e professores preocupados, pois os casos de violência e até mesmo a presença de armas na sala de aula tem se tornado cada vez mais frequentes.

“Fico com o meu coração aflito, preocupada enquanto meus dois filhos estão na escola, a segurança é zero, e a cada dia que passa vemos na televisão que a situação está piorando”, disse dona Heloisa Maria (54), moradora do Setor O, em Ceilândia.

Outra mãe que não quis se identificar, afirmou que por diversas vezes presenciou brigas na porta da escola, “Perdi as contas das vezes que vim buscar minha filha e fui obrigada a presencial brigas entre alunos na saída da escola”, disse a moradora do Setor P Sul, e finalizou afirmando que devido a falta de segurança nas escolas, todos os dias precisa deixar seus afazeres domésticos para ir buscar a filha na saída do colégio. “Infelizmente essa escola não é militarizada, por isso ainda vivemos assombrados com essa falta de segurança dentro das salas de aulas”.

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