Heróis da Pandemia

Heróis da pandemia: conheça a assistente social Renata Cavalcante

Atuando na linha de frente do combate à pandemia de Covid-19, Renata Cavalcante atua numa equipe especializada em saúde mental no DF.

Enquanto parte da população fica em casa, se protegendo da pandemia, profissionais do Samu estão nas ruas em atendimentos de urgência. Conheça a história da Renata Cavalcante 

Felizmente a pandemia está com os dias contados com a chegada da vacina. No entanto, durante esses meses de ‘distanciamento’, ficar em casa para evitar a contaminação e a disseminação do Covid-19 deveria ser a regra para todos os brasilienses.

Porém, mesmo com o isolamento social, todos dependeram de uma série de pessoas que continuaram saindo às ruas diariamente para prestarem serviços básicos necessários durante o isolamento.

O dia a dia arriscado desses profissionais é retratado na sexta reportagem da série “Heróis da Pandemia”, da RVS Brasília, que revela os desafios dos profissionais de uma área sensível da vida do país e dos brasileiros neste grave momento de pandemia.

CONHEÇA RENATA CAVALCANTE

Atuando na linha de frente do combate à pandemia de Covid-19, Renata Cavalcante atua numa equipe especializada em saúde mental do Distrito Federal, na qual têm um papel imprescindível no atendimento aos pacientes e com a missão desafiadora de salvar vidas.

Renata é formada em Serviço Social pela Universidade Estadual do Ceará; Especialista em Saúde Mental, Álcool e outras Drogas pela Universidade de Brasília e Mestranda em Saúde Coletiva pela Universidade de Brasília.

A Assistente Social da Saúde Mental do SAMU/DF, conta que em 5 anos de carreira, nunca viveu uma realidade tão desafiadora como agora. A profissional trabalha na única unidade do SAMU com uma equipe especializada em saúde mental do Brasil:

“Nunca imaginei vivenciar algo parecido, é um desafio. É muito triste ver vidas serem interrompidas precocemente, eu nunca imaginei vivenciar e atuar na linha de frente do combate à pandemia nesta proporção”, disse a brasiliense.

Além do combate à uma doença desconhecida, os profissionais convivem com o medo de serem infectados e contaminarem seus familiares. No caso da servidora do GDF, o temor foi maior, tendo em vista que em sua família o número de idosos é significativo: “Precisei tomar medidas rígidas de isolamento. Durante todo esse período de pandemia não tivemos encontros ou reuniões de famílias”, ressaltou.

DIFICULDADES

Renata Cavalcante (34 anos), destaca a grande importância que o SAMU teve neste momento na vida das pessoas.

“Mesmo com tantas dificuldades e desafios postos para o SAMU, nós conseguimos abraçar isso muito bem”, ressaltou.

Ela comenta ainda a dificuldade hoje, em resgatar um paciente e conseguir uma vaga em uma unidade hospitalar que ofereça um atendimento especializado para o covid-19, e frisa a situação precária de o sistema de saúde.

“Acredito que enfrentamos dificuldades de várias naturezas que nos impactam de diferentes maneiras. Na área da saúde, por exemplo, vivenciamos questões muito novas, são muitos desafios postos diariamente, a começar pela garantia da assistência prestada, pois há insuficiência de recursos em vários campos da saúde”.

Outro aspecto do ponto de vista de Renata que causou dificuldade no combate ao Covid-19, foi a politização da pandemia.

“O negacinismo da pandemia, da magnitude do problema, abordá-la a partir de uma perspectiva política, com certeza tem sido um dos aspectos decisivos para aumento do número de casos e, consequentemente, do número de mortes”.

SAÚDE MENTAL

O novo coronavirus não só tem causado milhares de mortes e impactos na economia, como também provocado o aumento dos transtornos mentais, acarretando abalos psicológicos para muitos indivíduos. A tendência é que esses problemas persistam na vida “pós-pandemia”, no qual as pessoas precisam se preparar para encarar um “novo normal”.

“Houve um aumento significativo nas demandas de atendimento no campo da saúde mental. Muitas pessoas que não tinham problemas relacionados a saúde mental desenvolveram algum tipo de transtorno como ansiedade e depressão. Muitos que já possuíam diagnósticos psiquiátricos tiveram agravamento de seus quadros. O isolamento social mexe muito com a cabeça das pessoas”, afirmou a assistente social.

Atuando na linha de frente do combate à pandemia de Covid-19, Renata Cavalcante atua numa equipe especializada em saúde mental no DF.

DIFICULDADE

Longos plantões, salários baixos e pressão psicológica por medo de levar o coronavírus para casa: esta é a rotina das equipes de profissionais que trabalham no SAMU do Distrito Federal.

Renata Cavalcante ressalta em sua entrevista as dificuldades da garantia da assistência à saúde mental de maneira em geral.

“Embora se fale em “Heróis da Saúde“, não percebo de fato que há uma valorização das categorias profissionais que fazem essa política pública acontecer. No contexto local, houve tentativa de paralisar progressão de carreira dos profissionais, gratificações de insalubridade e outros direitos não estão sendo garantidos. Já no contexto nacional, vemos congelamento de salários e até profissionais que estão com seus salários atrasados, além das péssimas condições de trabalho que somos constantemente submetidos”, explica à RVS Brasília.

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