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Atividade física e saúde mental: Mente e corpo conectados – por Samantha Tavares

Ainda com a temática de saúde mental, trago aqui algumas reflexões não somente como adepta da prática de atividade física para além da estética, mas também como assistente social, afinal a prática desportiva é um direito social, garantido pelo artigo 217 da nossa Constituição Federal e a saúde mental é uma das áreas de atuação do Serviço Social.

O Brasil está na lista de países com mais pessoas ansiosas do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. Nesse cenário, a prática de exercício físico pode ajudar na saúde mental de diversas formas.Isso porque além de ajudar a prevenir doenças, também é possível alcançar a sensação de bem estar e relaxamento, aspectos importantes diante de um contexto onde as pessoas têm cada vez menos tempo.

Que a prática de exercícios físicos ajuda em nossa saúde mental já é um voto unanime entre os profissionais de saúde.

Estudos recentes mostram que a atividade física regular diminui os riscos de depressão e reduz a perda cognitiva em pacientes com mal de Alzheimer. Além do mais, entre as descobertas recentes está o fato de que práticas como caminhar, correr ou pedalar são fundamentais para manter uma capacidade neurológica saudável, mesmo com o avanço da idade. Os movimentos motores realizados durante as atividades liberam endorfinas no cérebro. Apesar de ser conhecida como o hormônio da felicidade, a endorfina traz muitos outros benefícios, como: Melhora da memória, elevação do humor, aumento da disposição física e mental, melhora da concentração, fortalecimento o sistema imunológico, alívio de dores e tensões musculares e melhor qualidade do sono.

Quando você entra nas redes sociais e se depara com as hashtag #LiberandoSerotonina #Serotonia e equivalentes, é realmente verdade, pois a serotonina é o neurotransmissor responsável pelo bom humor e regulação do sono, entre outras funções, também é liberada. 

Todos esses fatores exercem impactos positivos em diversos transtornos mentais, como a ansiedade, a depressão, a síndrome do pânico e o déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). 

Segundo o site do Ministério da saúde, pessoas que deixaram de se exercitar durante a pandemia relataram no período hábitos prejudiciais, como o consumo imoderado de alimentos e de bebidas alcoólicas. Com isso, pode haver uma evolução tanto de desordens metabólicas físicas quanto de desordens mentais. O ideal é inserir a atividade física na rotina, reservando um horário para a prática de exercícios. Quem pratica esporte regularmente costuma perceber a sensação de bem-estar que os exercícios físicos proporcionam, na medida em que garantem maior energia, sono mais tranquilo e melhora da memória. Muitos comentam que se sentem mais positivos, o que sinaliza benefícios para a saúde mental.

Quando se trata dos riscos do sedentarismo para a saúde, na maioria das vezes se fala muito em hipertensão, diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares. Mas os efeitos dos hábitos sedentários na saúde mental podem ser igualmente devastadores. Estudos da OMS indicam que pessoas moderadamente ativas têm menos probabilidade de serem afetadas por transtornos mentais do que pessoas que não praticam nenhuma atividade física. Pessoas sedentárias costumam ter problemas com a autoestima, autoimagem, depressão e ansiedade. Isso só reforça que a prática de atividade física pode trazer benefícios físicos e psicológicos e pode melhorar a capacidade cognitiva e reduzir os níveis de ansiedade e estresse em geral.

Os exercícios ajudam a melhorar a autoestima, a imagem corporal, a cognição e a função social de pacientes em risco de saúde mental. Nesse caso, atividade física se refere a qualquer movimento físico produzido pelo tecido muscular esquelético que faz com que o praticante consuma energia. Nessas atividades, há também componentes biológicos psicossociais, culturais e comportamentais, como jogos, lutas, dança, esportes, exercícios físicos, atividades laborais e deslocamento. Tudo isso faz da atividade física uma ferramenta imprescindível para a promoção da saúde mental, e seu custo é muito menor se comparado a outros tratamentos e medicamentos.

Você não precisa malhar na academia ou praticar um esporte se não tem o desejo. Há dezenas de práticas que melhoram a resistência, como a hidroginástica, e relaxam a mente, como o pilates e o yoga. 

Se nada lhe agradar, você pode simplesmente tirar o tênis do armário e caminhar por 30 minutos há uma hora semanalmente. Aliás, é comprovado que a caminhada ajuda a combater a depressão leve a moderada. 

Movimente-se! Me siga nas redes sociais: @Samftavares

Sobre a autora
Samantha Tavares é formada em serviço social e pós graduada em projetos sociais, está cursando a especialização em pericia social. Atualmente coordena o projeto Brasil Sem Fronteiras que acolhe famílias venezuelanas refugiadas, vindas de Boa Vista.

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